Velhas Virgens
Agora você vem pedindo mais
e eu sabia que ia ser assim
uma noitada daquelas não se esquece jamais
e eu te dei o melhor de mim
você é dessas meninas deslumbrantes
que só namora com homens perfeitos
corpo de atleta, cara de modelo
e na hora da febre nada feito
Aí caiu na mão desse cervejeiro
olhar matreiro e barriguinha pró
e eu te fiz gozar e ver a vida
te fiz gemer até não ter mais dó
põe tudo! põe tudo!
você gemia e pedia bis
põe tudo! põe tudo!
na horizontal é que te fiz feliz
Aqui em casa você se encontrou
já não quer mais cantar ou ser atriz
de avental fazendo o jantar
já não quer mais desfilar nem ser miss
eu de chinelo, a barba por fazer
tomando "uma" e vendo futebol
você tarada e sempre atrevida
sabendo que tá muito bem comida.
Aí caiu na mão desse cervejeiro
olhar matreiro e barriguinha pró
e eu te fiz gozar e ver a vida
te fiz gemer até não ter mais dó
põe tudo! põe tudo!
você gemia e pedia bis
põe tudo! põe tudo!
na horizontal é que te fiz feliz
aHUHUAhuaHUAhuaHUAaHU Minha música e da Lu!
Romântica né?
May 30, 2006
Muito Bem Comida
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May 19, 2006
E sei....
Não sei onde eu to indo 
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Wobler
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May 17, 2006
Síndrome do atraso
Seguinte hoje é o dia que vou tirar foto para minha formatura só que eu ainda não aderi. Foram mais de 18 prazos, desde outubro do ano passado, e eu atrasei todos. Quando li essa reportagem, me identifiquei e achei muito útil, por isso divugo. Saiu no mais! da folha de umas 2 semanas atrás. Vale a pena ler! (As ilustrações foram escolha minha)
"Para o psicólogo norte-americano Joseph R. Ferrari, cerca de 25% das pessoas que postergam até o limite a entrega de trabalhos escolares ou a declaração do Imposto de Renda sofrem de procrastinação crônica.
Síndrome do atraso
DANIEL BUARQUE
DA REDAÇÃO
A recompensa pelo atraso e a inexistência de um incentivo para que as pessoas se adiantem são as razões, segundo o professor de psicologia na Universidade DePaul (Chicago) Joseph R. Ferrari, para que mais da metade dos 22 milhões de contribuintes brasileiros (cerca de 12 milhões de pessoas) tenham deixado para fazer sua declaração de Imposto de Renda nos últimos dez dias do prazo -que se encerra na sexta-, enquanto só 32 mil (0,14% do total de contribuintes) o tenham feito no primeiro dia (dados da Receita Federal).
Segundo Ferrari, que é co-editor de "Procrastination and Task Avoidance - Theory, Research, and Treatment" [Procrastinação e Evitação de Tarefas - Teoria, Pesquisa e Tratamento, Plenum Publications, 1995], para cerca de 75% da população mundial o problema do atraso é uma questão de organização e hierarquização de prioridades e mudaria com algum incentivo ao adiantamento. Já para os 25% restantes, o problema é psicológico e necessita de tratamento. São os procrastinadores crônicos.
O principal diferencial do Brasil, para ele, está ligado à cultura. Em entrevista à Folha, Ferrari parte de dados coletados no Peru e na Venezuela para diagnosticar que na América Latina como um todo há um conceito diferente -mais permissivo- de procrastinação, em comparação com o americano e o europeu.
Folha - A procrastinação de uma tarefa como a declaração do Imposto de Renda é igual, do ponto de vista psicológico, à do horário de uma festa ou ao adiamento das compras de Natal?
Joseph R. Ferrari - Para cerca de 25% das pessoas, os que chamamos de procrastinadores crônicos, aqueles que sempre arrumam uma desculpa para não realizar suas tarefas, independentemente de organização e hierarquia de prioridades, é a mesma coisa; para o restante, não. Há as pessoas que adiam apenas as compras de Natal, outras que deixam para depois apenas a declaração.
O grande problema, do meu ponto de vista, é que nossos sistemas culturais, tanto nos EUA quanto no Brasil, recompensam o atraso. Não há nenhum incentivo para que as pessoas se adiantem. É possível fazer a declaração de Imposto de Renda com dois meses de antecedência, mas não há incentivo para que as pessoas o façam logo.
Os governos poderiam oferecer benefícios, mesmo que mínimos -como 2% de desconto no valor a ser pago-, incentivando o adiantamento e ganhando também com isso, já que teriam receitas antecipadas, e não seria gerado o caos habitual dos últimos dias de prazo. Não há razão prática que estimule as pessoas a anteciparem a entrega.
Folha - Oferecer essas vantagens financeiras mudaria o comportamento das pessoas?
Ferrari - Para algumas, sim. Mas, para os 25% restantes da sociedade que são os procrastinadores crônicos que diagnosticamos, provavelmente não mudaria nada. Mas, se queremos que o restante da sociedade passe a deixar menos tarefas para depois, sim, o incentivo financeiro mudaria o comportamento e até o padrão de procrastinação. Os procrastinadores crônicos sempre estarão atrasados, mas é possível diminuir o problema diminuindo a taxa de procrastinação em pessoas que não vivem isso como uma doença.
Folha - Como é possível tratar essas pessoas que sofrem de adiamento crônico?
Ferrari - Os procrastinadores crônicos precisam de terapia. Precisa-se mudar a forma como eles pensam e agem, não é apenas um problema de administração de tempo. Para as pessoas "normais", que podem deixar uma ou outra coisa para depois, talvez seja necessária apenas uma melhor organização do tempo, uma hierarquização da importância das tarefas que devem ser realizadas.
Folha - Como as pesquisas sobre procrastinação crônica podem ser aplicadas à realidade do Brasil?
Ferrari - Acho que a questão da América Latina, pelo que discuti com os pesquisadores do Peru e da Venezuela, é a definição cultural daquilo que é procrastinação. No Brasil, como no Peru, atrasar-se para uma festa ou algum evento social talvez seja aceitável. Isso é considerado uma ofensa, um insulto, nos EUA.
O significado dessa procrastinação, portanto, é diferente na América Latina e nos EUA, por mais que as taxas sejam similares. O Brasil precisa entender essa diferença na hora de estudar sua situação. À medida que nos tornamos uma sociedade global, precisamos criar algum padrão para as relações internacionais.
Folha - Há diferenças de comportamento segundo o gênero, a idade ou a classe social?
Ferrari - Gênero e idade, não. No Peru, houve uma diferença quanto às classes sociais, mas dizia respeito mais à educação, que se reflete no comportamento, do que em relação à renda das pessoas.
Ferrari - Esse é um ótimo exemplo do que separa as pessoas que adiam algumas tarefas das que têm o adiamento como um problema crônico.
Todo mundo deixa algumas coisas para depois, m
as, na hora em que precisa, acaba correndo atrás para não se prejudicar, por isso os ingressos se esgotam rapidamente, por isso no último dia de declaração de Imposto de Renda tanta gente tenta declarar.
Mas aposto que há muita gente, talvez 20 a 25% do público interessado, que acabou se prejudicando e não conseguiu os ingressos de um determinado evento cultural ou não declarou o imposto. Esses são os procrastinadores crônicos, que chegam a deixar de realizar uma dada tarefa simplesmente por irem deixando para depois, até não poderem mais fazê-la.
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May 12, 2006
Tabacaria, pra quem não conhece
- Álvaro de Campos, 15-1-1928
TABACARIA
Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.
Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.
Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim...
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.
(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.
(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)
Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente
Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.
Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.
Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.
Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
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May 9, 2006
Registro de Recorde Mundial
A/C
Escritório Brasileiro do World Guinnes Book of Records
Recorde:
A mais longa discussão sobre farofa da história.
Recordistas:
Leonardo Olmos Lopes dos Santos
Leonardo Barros
Luciana Virissimo
Local:
Bar do Chico, em Santos-SP
Brasil
Data:
06/05/2006
Testemunhas:
Omar Assaf
Guilherme Millas
Carlos Jacquet
Livia Bello
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18:23
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April 26, 2006
é festa na floresta da humanidade
Não é querer explicar a piada nem melar a graça. É só comentar mesmo. Podem ler denovo e rir mais, eu já li umas dez vezes. Mas a gente (o ser humano) é meio assim as vezes. É a minha teoria de que o ser humano é uma raça filho-da-puta por natureza. Descorda? Não leve pro pessoal nem pro geral, imagine um ser humano comum na seguinte situação: tem espaço para estacionar dois carros. Exatamente dois, fica meio apertado, tem que balizar depois, mas cabem dois. OU um bem folgado =) Você vai ao limite de alguma das virtuais vagas ou para rápida e tranquilamente no meio do espaço, garantindo inclusive facilidade na hora de sair?
é isso. =)
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12:24
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April 25, 2006
"Vida louca vida, vida breve. Já que eu não posso te levar, quero que você me leve!"
"someone call the ambulance
there’s gonna be an accident" (Placebo)
Ela está acostumada ao mundo ir até ela. É assim. 1000 pessoas atrás, querendo ser amigos, querendo ficar, querendo a companhia. Eu tenho ficado bem na minha. Eu não preciso mais ir atrás de ninguém. Eu não me sinto mais forçado a fazer nada. Só que dela eu sinto falta. Eu preciso. Preciso ir atrás dela. Preciso me rebaixar. Preciso sentir o gosto amargo da indiferença. De saber que até sou considerado agradável, mas longe, bem longe de ser necessário, indispensável.
É mais amargo que meu sangue cheio de ódio. Meu sangue com ódio fica doce, e lembrando Cazuza, morrer não dói. Não preciso ver a cara da morte para saber que ela está viva.
Se machucar não é igual viver? É onde sentidos figurados e não se fundem. Depois dos ferimentos, só as más recordações, só as feridas, só ficamos mais fracos. Nenhum alívio. E ainda assim buscamos uma solução momentânea para a dor sentimental, para o abandono. Usar o plural para não me sentir um louco sozinho e único? Talvez outra procura por abrigo.
Os ansiolíticos e antidepressívos a muito aumentaram sua porcentagem de placebo para mim. O uísque acaba, é caro e desperdiça minha academia. Os machucados por outro lado me envergonham, e me fazem parecer um viciado em heroína.
Socorro, eu kero sair daqui. Eu menti, não tenho vontade de trabalhar nem de fazer mais nada. Eu não quero saber de computadores novos, não quero saber de quem se interessa por um novo processador e o caralho aquático.
Eu quero ir embora. Eu não quero reunião de PGE, eu prefiro fazer sozinho em casa. A academia agrada porque é individual.
"Sem derramamento de sangue não ha remissão" (Hebreus 9:22)
Só sei escrever em pílulas. Mas é assim que tem funcionado meu pensamento. O que me leva de volta ao texto é lembrar de agradecer a esse emprego. Além de me ocupar, a função específica me OBRIGA a pensar em coisas novas todos os dias. Isso exercita demais a miha mente. No começo me assustava. Ainda hoje vejo a obrigação e o prazo e temo, mas a (ainda pequena) experiência me faz confiar. Sei que as idéias virão. E elas vêm. E isso me faz sentir importante. E de certo modo útil, ou ainda normal.
Ontem tinha uma Ferrari nova na academia, e olha que eu não faço Reebok.
O dia vai passando. A noite vai passando já na verdade. Joguei metade das coisas da minha mesa fora. Já comprei o presente do Dudu de aniversário. Acreditem ou não, o Séergio, o Dudu e a Marcela fazem aniversário no mesmo dia.
Quero ir logo pra casa, jantar logo, fazer PGE logo, ver filme logo, ir pra academia logo, tomar uísque logo, ver mais filme logo, tomar Lexapro da noite logo.
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19:03
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April 19, 2006
Choro Bandido
Choro Bandido
Composição: Edu Lobo / Chico Buarque
Mesmo que os cantores sejam falsos como eu
Serão bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo miseráveis os poetas
Os seus versos serão bons
Mesmo porque as notas eram surdas
Quando um deus sonso e ladrão
Fez das tripas a primeira lira
Que animou todos os sons
E daí nasceram as baladas
E os arroubos de bandidos como eu
Cantando assim:
Você nasceu para mim
Você nasceu para mim
Mesmo que você feche os ouvidos
E as janelas do vestido
Minha musa vai cair em tentação
Mesmo porque estou falando grego
Com sua imaginação
Mesmo que você fuja de mim
Por labirintos e alçapões
Saiba que os poetas como os cegos
Podem ver na escuridão
E eis que, menos sábios do que antes
Os seus lábios ofegantes
Hão de se entregar assim:
Me leve até o fim
Me leve até o fim
Mesmo que os romances sejam falsos como o nosso
São bonitas, não importa
São bonitas as canções
Mesmo sendo errados os amantes
Seus amores serão bons
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April 17, 2006
April 15, 2006
Post sem revisao
Feliz Páscoa. Hahaha. Olha, eu nao comi carne na páscoa! auhauuhaha. se fuder. se fuder td mundo. preciso me interar do satanismo. por um motivo. kero saber qdo o lucifer virou satã. porra a igreja para de contar a historia. depois os satanistas continuam muito pra frente. a maçonaria estuda um pouco. + keri saber. do anjo ateh virrar Baphomet (o bode endrogino do pentagrama) teve algo po. logico, de cair do céu a reinar o inferno teve um processo. + po, eu kero saber esse momento. qdo o anjo decaido vai virar a besta. soh isso. se alguem souber me fala. 
enquanto isso sigo me fudendo hahahaha.
500 poodles matam um leão?
as fotos eh tudo photoshop viu"! hahahahahaa ai ai ai, q coisa viu....
e viva se fuder !!!!!
e viva e via!
caralho de merda
!!!!!
ahahahaa viva o alcool tb!. viva todas as drogas! e digo mais, especialmente as legalizadas! especialemnte as socialmente aceitas!
puta q pariu.
q zona. q zona. e vivA O pge esperando. e viva santos espersndo. e eu bebendo e postando ahahahah.; ahahahaaha; kero q se foda ! q se fgoda !!! . correndo ou nao, acabo nao fazendo mto pge nem indo pra santos cedo. hj vai ser igual, tenho certeza.,
ahhahaha
e academia soh 2a agora.;a.....,
e comprei carnivale. viva as pirações. e comprei o conto de brokeback mountain tb. depois eu comento.
irado q hj eu vo tomar dry martini, nem q seja sozinho no gonzabar ! hahahaha
se fuder. se fuder!
e que tudo mais va pro infeeeeeeeerno.!!!!
EU VI A CARA DA MORTE! E ELA ESTAVA VIVA! VIVAAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Eehhhhhhhhhhhhhhhhhhh ele eh o cara porrraa !!!! cazuza eu te amo!
ahhhhhhhhhhh
ouvindo trash pour 4, q ninguem conhcece. ´pq eu sou foda. e escuto oq ninguem conhece. ahahhahahaha q merdaaaaa
ahuuuuaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
comi risotto! risotto q eru fiz porra!
eu usei o cartao da sodeho antes de desbloquear ahahahhaahahah bem melhor !
eu to tewndo uns sonhos sinistros as ultimas semanas. os mais sinistros da minha vida. os mais realisticos. com os enredos mais pirações. sao os q eu mais lembro de sequencias inteiras, quase q acordado no sonho. obvio q deve ser por causa das drogas todas (as receitadas) sei q ta bem estranho. bom + ruim + bom + ruim etc.... foda... d+... serio waking life total. ao ponto d q essa noite o sonho foi tao real q eu acordei e vi q eram quase 2 da tarde. e depois de td sei la qto tempo depois eu acordei mesmo. e era 11 da manha. zoado. viagem. piração. parte do sonho passava no meu proprio ap. e parte passava na Russia. Detalhe q no sonho a russia fazia fronteira com o mexico.
mexico
migo
saco, odio;.
fechado.
1-ligar pro sergio pegar ideia do plano de comunicação;.
2- terminar a vodka
3- escrever ateh completar 3 paginas de word. tem q bater 3, nem q seja burlando a fomatação. 4 eh o ideal.
4- mandar o arquivo p/ dudu e efrnando
porra, postar isso aki neh ! lembrei na hora depois eskeci entao nao vo mudar os numeros. + na ordem entra aki. ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh. melhor tomar + 1 ansiolitico!
5- tomar banho
6- jogar w11
7- arrumar mala
8- separar dvs
9- ir p/ santos
10- jantar com meu pai
11- encontrar drika/dea p/ conhecer gigi/amanda ou bar com os caras
12- filme ateh dormir
13-praia e trabalhar (talvez inverta a ordem)
14 - filme
15- jogo do santos se passar na tv, se nao dormir mais
16- jantar com a familia toda
17- filme com familia
18- carnivale sozinho
19- dormir
20- acordar e subir
21- trabalhrar e começar a nova semana.
e eu estou no item;;;;;
ZEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEERO
ps: em nenhum momento neguei ser um merda. abaixo, o sudário dos malditos:
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April 11, 2006
La Dolce Vita
sulpirida 25,0 mg
bromazepam 1,0 mg
escitalopram 10,0 mg
alprazolam 0,5 mg.
isso só pra dormir. isso eh soh o aperitivo final de um outro dia que começa com vontade de acabar. Why honey? Why? me pergunto. Desisto de qualquer tentativa de ajudar. Tenho medo de machucar. E nessas me machuco. O pge me pressiona mas nao o culpo mais. nao sei se era melhor quando eu jogava nele a culpa de todo o stress. toda a aflição. o tempo mais que nunca passa batido. è engraçado. o que mais me mata eh essa contradição. quero que o tempo passe. Mas a madrugada e a manhã voaram, mas nao fui p/ academia, nao fiz pge, nao trabalhei na agencia. o horoscopo deu pra ser pessimista tb. sábio o que disse "os anos passam voando. os dias duram uma eternidade".
O homer nao me diz nada, a descrição da etiqueta de pano p/ a fom nao anda, nao tenho ideia de uma nova mecanica inovadora web/mobile para um grande cliente. nao agendo minha tattoo. nao pago meu cartao. nao gasto mais. nao vejo filme. nao leio. nao ando. nao bebo. nao vou visitar o diretor de arte acidentado no almoço. nao subo p/ me reunir com quem devo a grande ideia inovadora. nao tenho moedas pro café. a maquina nao tem pó suficiente pra um café decente. a engrenagem não tem pó suficiente p/ uma vida indecente. volto a me sentir um personagem do mutarelli. tem menos graça sem uma distancia de observação.
sugar, we are going down. será que nao conheci quem eu achei que tinha conhecido? serah q eu nao fui eu o suficiente? ou por ter sido eu demais, nao agradei? + agradei alguem. pq isso ?
voltei do almoço, perdi mais de 3 horas e nao fiz nada que precisava ou pretendia. as pessoas sao estupidas por email. nao consigo concluir o texto assim como os pensamentos. fikei mais de hora na cama realmente ouvindo vozes e pensamentos, todos conflitantes. desespero e caos. caos.
"Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
Meus olhos se escondem
Onde explodem paixões
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista p'r omar
Ou outra coisa p'rá lembrar
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei se eu mereço
Ninguém sabe dançar
Tão devagar p'rá me acompanhar"
Quer saber ? O show do jack johnson foi uma merda. odiei tudo, do começo ao fim.
"And living's just a waste of death"
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March 31, 2006
It's Friday I'm in love (it isn´t happy)
eu não sei se é uma reação química. eu não sei se é coincidência. não sei mesmo o motivo. se existir. O fato é que as 6ªs feiras têm sido nebulosas. têm sido críticas. hj faz mais ou menos um mês que tudo estourou, que tudo quase se resolveu. que tudo começou e que tudo quase acabou. é lógico que num cenário permanente mais que cinza, um dia da semana complicado não é mau negócio. mas é ruim. cada uma das últimas 6ªas me deixou marcas que ainda carrego. nesses dias houve abusos de todas as maneiras possíveis, felizmente seguidos de sábados suficientes. Terem sido seguidos por um sábado já é bom negócio. às sextas eu quero ficar sozinho, as sextas eu não queria estar sozinho. de algumas sextas eu passei porque não estava sozinho. She´s so fucking special. I wish I was special. Eu queria ser o Edward mãos de tesoura. Eu queria ser um ator hollywoodiano pra gritar "Fuck You!". Eu queria pintar o cenário do Almodóvar. Eu queria ser inspiração p/ uma música do Smashing Pumpkins. Eu me matriculei na academia. Eu comprei Monster - instinto assassino usado, da região 1 por R$5. Eu quero que coloquem uma plaquinha de "Do Not Disturb" no meu caixão.
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March 26, 2006
Waking Life (trecho)
Hoje em dia sabemos que o mundo funciona de acordo com algumas leis físicas fundamentais, e essas leis governam o comportamento de cada coisa no mundo. Agora, essas leis porque são tão confiáveis permitem incríveis realizações tecnológicas, mas, olhe para você. Também somos sistemas físicos não é? Somos apenas combinações complexas de moléculas de carbono. Somos maioria água. E nosso comportamento não vai ser uma exceção a essas leis físicas básicas. Então, começa a aparecer, se Deus já planeja tudo com antecedência e sabe tudo que vamos fazer ou se essas leis físicas básicas governam tudo. Não sobra muito espaço para a liberdade.Então não tente fingir que ignora a questão, ignorando o mistério da vontade livre. Dizendo: “Ah, é apenas uma piada histórica, é bobagem, é uma pergunta sem resposta, então deixa isso pra lá”. Mas a pergunta continua encarando seu rosto se você pensa em individualidade. Por exemplo, quem você é. Quem você é é na maioria uma questão das escolhas livres que faz, ou se responsabiliza. Você só pode se sentir responsável, só pode ser considerado culpado, só pode ser admirado ou respeitado por coisas que fez por sua vontade própria. Então a pergunta continua voltando e não obtemos uma solução para isso. Começa a parecer que todas as suas decisões são apenas uma charada.
Pense como isso acontece. Existe uma atividade elétrica em seu cérebro. Seus neurônios mandam um sinal para seu sistema nervoso, e ele passa através dos seus músculos, eles se contraem. Podemos dizer que alcança o nosso braço. Parece uma vontade livre de sua parte, mas cada um deles, cada parte desse processo, é na verdade governado pela lei física, lei química, lei elétrica e assim por diante.Então agora começa a parecer que uma corrente arma as condições iniciais. E todo resto de sua história, todo o resto da história humana e mesmo antes, era na verdade uma brincadeira de partículas atômicas. De acordo com essas leis básicas e físicas, nos achamos especiais, achamos que temos uma dignidade especial. Mas que agora está sob ameaça, quer dizer, está muito desafiada por este quadro. Então você pode dizer: “Espera um pouco, e quanto ao mecanismo quantum? Eu conheço bastante teoria física pra saber que não é bem assim. É na verdade uma teoria probabilística. Tem espaço, está perdido, não é determinante. E isso vai nos ajudar a entender a livre vontade”.
Mas se olharmos em detalhes, isso não vai ajudar porque o que acontece é que você tem algumas partículas pequenas de quantum, e o comportamento delas é aparentemente meio aleatório, elas se desviam. O comportamento delas é absurdo, no sentido de serem imprevisíveis e não conseguirmos entender baseado em nada do que veio antes. É uma coisa inesperada, de acordo com a estrutura probabilística. Mas isso vai ajudar a liberdade, a nossa liberdade deve ser apenas uma questão de probabilidade? Algum desvio aleatório num sistema caótico?Isso começa a parecer que é pior. Eu prefiro ser um mecanismo em uma máquina física e determinante do que apenas um desvio aleatório. Então não podemos ignorar o problema. Temos que encontrar espaço no ponto de vista do mundo contemporâneo para pessoas, com todos os vínculos. Não apenas corpos, mas pessoas. E isso significa tentar resolver o problema da liberdade. Encontrar espaço para escolha e responsabilidade. E tentar entender a individualidade.
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Léo Olmos
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March 25, 2006
And so it is...
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March 21, 2006
O Fim do Classe A
Muitos se lembram do que foi aquele carro. Tantas memórias, tantas merdas que a gente fazia com aquela idade. Tanta merda que a gente fazia quando tinha 21 anos.Atolado na praia, pneu furado em frente a casa, testes de 0 a 100km, fechar as quatro portas acelerando, a _ _ s no Natal, ficar indo e voltando de São Vicente ao Canal 7, zuar as pessoas na rua, colocar gente no porta-mala (lembrando que é um Classe A), transportar e realocar cones, ir para o Guarujá sem sentido, ir pra Santos sem sentido. Aquele carro devia saber o caminho das coisas de cor. De cor como ficar bebado, de cor como se atolar num lugar , de cor como repetir o mesmo pra minas diferentes (hehehehe) (ou de como ir pro Pier), de cor como ser muleque. Ah, se ele falasse.
Aquele carro representa muito pra mim, e pra todos e todas que estiveram comigo em alguma voltinha por Santos.Agora ele se foi. DEJ 6663. Me ensinou tanto.. Boa sorte com a sua próxima dona, muito obrigado!
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Léo Olmos
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